quarta-feira, 23 de maio de 2012
Ministério Público abre inquérito para investigar venda de quartel-general da PM
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro abriu inquérito civil, nesta terça-feira (22), para apurar a legalidade da venda do quartel-general da Polícia Militar à Petrobras. O terreno de 13.500 m², localizado na rua Evaristo da Veiga, no centro do Rio, custou R$ 336 milhões.
A Petrobras solicitou à Emop (Empresa de Obras Públicas) que faça ainda um orçamento da demolição do prédio do QG para que o local seja entregue sem a construção. O valor também será repassado ao Estado.
Segundo o governo, todos os recursos obtidos com a venda do terreno e a demolição do prédio serão aplicados na área de Segurança Pública do Estado.
Em relação ao inquérito, a assessoria da Petrobras afirmou que a empresa não irá se posicionar sobre o assunto, pois não teve acesso às informações.
Fim do aquartelamento
A venda do terreno do QG da Polícia Militar inicia, na prática, o conceito de polícia ostensiva, nas ruas, sem o aquartelamento nos batalhões.
A ideia é substituir os prédios de QGs e batalhões por sedes administrativas menores.
A sede administrativa do QG passará a ser, futuramente, em parte do local onde é a do BPChoque, na rua Salvador de Sá, no Estácio, zona norte, que deverá permanecer na área.
Os próximos terrenos de batalhões a serem vendidos deverão ser os de Botafogo (2º BPM) e da Tijuca (6º BPM).
Oração do policial militar
De autoria do Cel PM Giraldi.
Saio de casa para o serviço; fazei que com que volte são e salvo.
Enquanto protejo outras famílias, por favor, proteja a minha.
Não deixe que uma bala traiçoeira me atinja, nem que eu seja um instrumento para as injustiças.
Nos momentos difíceis, e diante da morte, não deixe que eu caia em desespero.
Sou
humano, mortal, às vezes fraco, mas me faça parecer sobre-humano,
imortal, forte, a fim de inspirar confiança, esperança e força aos
desamparados.
Nos momentos dos meus erros, fique do meu lado, pois todos os demais, por mais pecadores que sejam, estarão contra.
Dai-me força e sabedoria para auxiliar os desesperados, e fé para não desistir diante de uma vida que se acaba.
Auxiliai-me a ser criança para as crianças, pai para os desprotegidos e adulto para os necessitados.
Que o vigor de minhas ações seja sempre em proteção à paz, à vida, aos mais fracos, aos oprimidos e aos humilhados.
Que eu saiba ver a beleza do coração, não da face, da cor, da raça, da religião ou da condição social.
Que os menos esclarecidos compreendam minhas limitações e a complexidade do meu serviço.
Senhor – abençoai e protegei os policiais militares.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
POLICIAIS MILITARES E BOMBEIROS EXCLUÍDOS DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR NO RIO DE JANEIRO
É com satisfação que informo sobre a aprovação da emenda de minha
autoria excluindo Bombeiros e Policiais Militares do projeto de lei do
Governo, que institui a previdência complementar aos servidores públicos
do Estado do Rio de Janeiro, aprovado hoje na Alerj apesar de meu voto
contrário.
No meu entendimento, a manutenção dos militares estaduais nesse projeto
decretaria a falência dessas importantes Instituições, pois, diante de
tantos deveres e pouquíssimas prerrogativas inerentes a essas carreiras,
a perda da paridade na inatividade representaria um dano irreparável –
capaz de acabar com qualquer estímulo que ainda possa atrair
profissionais ou mantê-los nessa árdua profissão.
A aprovação de minha emenda representa a percepção da base de apoio do
governo e demais Parlamentares sobre as peculiaridades e sacrifícios que
envolvem a vida da caserna.
Fico feliz por haver sido instrumento capaz de contribuir para tal
convencimento! Vitórias como a de hoje somente aumentam meu empenho e
compromisso no sentido de seguir lutando pelas Corporações Militares
Estaduais e seus milhares de integrantes – heróis anônimos a quem tanto
deve a sociedade fluminense.
Finalmente, convém destacar que meu voto contrário ao projeto de lei
deu-se em virtude da certeza que tenho de que o projeto é nocivo aos
servidores públicos como um todo, especialmente para Policiais Civis e
Inspetores Penitenciários, cujas carreiras, por sua periculosidade e
características especiais, também são recepcionadas pela Constituição
Federal como passíveis de critério diferenciado para aposentadoria.
FLÁVIO BOLSONARO
Deputado Estadual RJ
caso você tenha alguma dúvida ou sugestão, entre em contato pelo
e-mail abaixo:
deputado@flaviobolsonaro.com.br
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Cabo Marco Aurélio, o herói do Morro Azul
Atuação do policial militar foi fundamental para que a paz chegasse à comunidade
Após o sucesso da consolidação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), os moradores do Morro Azul, no Flamengo,
Zona Sul do Rio, perceberam que podiam viver em paz. Então, buscaram o
apoio do 2º Batalhão de Polícia Militar (Botafogo) para que a comunidade
fosse pacificada. A atuação do cabo Marco Aurélio (foto) foi
fundamental para o processo de pacificação. Ele era o policial
responsável pelo patrulhamento no entorno do Morro Azul e conseguiu
promover a aproximação com os moradores utilizando os princípios da
Polícia Comunitária.
Agora,
sem barulho de tiro e cenas de covardia, os moradores estão,
finalmente, vivendo longe da ditadura do medo imposta pelos traficantes
que dominavam o local. Marco Aurélio fez a diferença na vida de cerca de
três mil e quinhentas pessoas que vivem na região. O Morro Azul ganhou
uma nova forma de ocupar e pacificar comunidades dominadas por bandidos.
A Companhia Destacada da Polícia Militar instalada na comunidade
funciona exatamente igual a uma UPP.
De
acordo com o cabo Marco Aurélio, para acabar com a criminalidade e dar
dignidade aos moradores das comunidades carentes, são necessárias ações
direcionadas a políticas de segurança pública que levem em conta as
questões sociais: “É importante combater o crime e a marginalidade, mas,
sobretudo, desenvolver políticas para cortar as raízes alimentadoras e
constitutivas do delito. Outra mudança de paradigma gerada pelo PRONASCI
(Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, criado pelo Ministério da Justiça) é
o policiamento comunitário, uma filosofia de segurança pública baseada
na interação constante entre a corporação policial e a população.”
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