Atuação do policial militar foi fundamental para que a paz chegasse à comunidade
Após o sucesso da consolidação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), os moradores do Morro Azul, no Flamengo,
Zona Sul do Rio, perceberam que podiam viver em paz. Então, buscaram o
apoio do 2º Batalhão de Polícia Militar (Botafogo) para que a comunidade
fosse pacificada. A atuação do cabo Marco Aurélio (foto) foi
fundamental para o processo de pacificação. Ele era o policial
responsável pelo patrulhamento no entorno do Morro Azul e conseguiu
promover a aproximação com os moradores utilizando os princípios da
Polícia Comunitária.
Agora,
sem barulho de tiro e cenas de covardia, os moradores estão,
finalmente, vivendo longe da ditadura do medo imposta pelos traficantes
que dominavam o local. Marco Aurélio fez a diferença na vida de cerca de
três mil e quinhentas pessoas que vivem na região. O Morro Azul ganhou
uma nova forma de ocupar e pacificar comunidades dominadas por bandidos.
A Companhia Destacada da Polícia Militar instalada na comunidade
funciona exatamente igual a uma UPP.
De
acordo com o cabo Marco Aurélio, para acabar com a criminalidade e dar
dignidade aos moradores das comunidades carentes, são necessárias ações
direcionadas a políticas de segurança pública que levem em conta as
questões sociais: “É importante combater o crime e a marginalidade, mas,
sobretudo, desenvolver políticas para cortar as raízes alimentadoras e
constitutivas do delito. Outra mudança de paradigma gerada pelo PRONASCI
(Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, criado pelo Ministério da Justiça) é
o policiamento comunitário, uma filosofia de segurança pública baseada
na interação constante entre a corporação policial e a população.”

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